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Hevoise Fatima Papini

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30
mar
Entendendo a Sabedoria Divina
Postado às: 13:56
Era uma vez um Deus, criador de todas as coisas.
 
Um belo dia, um dos anjos se rebelou querendo ser o próprio Deus. Então, o Pai, sabiamente, deixou que esse anjo se manifestasse e lutasse pelo seu desejo.
 
Foi aí que uma pequena parcela da legião de anjos o seguiu.
 
Esse anjo rebelde tinha valores antagônicos ao Pai. Seu ego e vontade de dominar o que não era seu, causaram muita dor para a humanidade.
 
Mas Deus, em sua imensa sabedoria, deu o livre arbítrio a sua criação. Deixou que cada humano escolhesse a quem queria seguir.
 
Por que o Pai fez isso?
 
Ele fez, porque seu amor era tão grande que queria que seus filhos seguissem o seu coração, como forma de aprendizado. Ele bem sabia que para que seus filhos evoluissem, cada um na parte que necessitava, precisariam passar por percalços, para aprender a administrá-los. Quanto mais longe da Luz, tanto mais trabalho e tempo para se aproximar.
 
Muitos dos seus filhos não compreendiam porque o Pai deixava que certas coisas acontecessem. Só compreendiam quando já tinham vivido várias décadas. Esses, então, contavam aos mais jovens os motivos de Deus, porque já haviam se perguntado e os anos de vida o haviam respondido.
 
Infelizmente, alguns continuavam não entendo.
 
Teriam que viver as experiências para adquirir a compreensão. Teriam que passar pela dor, para aprender a mudar as atitudes e, assim, curá-las.
 
Uma linda história de um Deus sábio e misericordioso.
 
Então, em certa Era da humanidade, num país tropical e imenso, habitado por um povo alegre e criativo, que tinha defeitos como todos os outros povos, porém doenças gravíssimas, que só se manifestavam em povos com grau de evolução baixo.
 
Algumas dessas doenças eram corrupção, ocupavam vaga de deficientes físicos e idosos, paravam o carro sobre a faixa de pedestres, faziam de conta que não viam a gestante ou idoso entrar no ônibus, pensavam 80% de todo o seu tempo em carnaval e futebol. E, até, se matavam pelo futebol. Não devolviam o troco, quando o cobrador se engana na devolução, achavam que o governo, o patrão, as instituições, o mundo tinham que fazer por eles o que eles próprios deveriam fazer por si mesmos, passavam no sinal vermelho, invés de parar, não paravam para os pedestres passarem, quando é de direito deles, não paravam para o carro passar, quando a sinalização estava a favor do veículo, não respeitavam uma fila, seja a pé ou de carro, entre outras manifestações de um povo que ainda tinha uma longa estrada a percorrer, no caminho da evolução.
 
Esse povo doente sofria muito, mas muito mesmo.
 
Sofria da maior dor da humanidade, que é a fome, passando por todas as dificuldades possíveis, como violência, falta de educação formal, falta de saúde e de condições para tratá-las, falta de emprego, falta de tempo para viver, falta de uma vida digna.
 
Então, esse povo, que estava cansado de tanto sofrimento, resolveu seguir um anjo, que prometeu salvá-lo. Pobres, ricos, médios, perfazendo mais de 50% da população, a bem da verdade.
 
Assim, o anjo começou a governá-los. Dentre algumas coisas absurdas, como desincentivando a leitura e a educação formal, parecia que as coisas iam bem. Afinal, 500 anos de coisas para consertar não se faria em pouco tempo.
 
Mas, em algum ponto do caminho, o anjo governador se perdeu. Os especialistas tem algumas explicações e médicos tem diagnósticos.
 
Mas, o povo estava tão sedento por se livrar de tanta dor, que não percebeu o desvio e o seguiu, dando-lhe a oportunidade de mais um período de mandato. O tempo foi passando e alguns eleitores foram se dando conta de algumas coisas estranhas, mas o desespero de acabar com a dor, os deixava cegos e eles tentavam se enganar.
 
Então, esse Anjo Salvador indicou um sucessor. Novamente, mais de 50% dos eleitores acataram. Afinal, era muita dor e a dor cega as mentes.
 
Esse sucessor, que, na verdade, era uma sucessora, não tinha a menor condição de governar um país. Foi indicada porque a vontade de dominar o que não era seu era maior do que a vontade de dar o melhor para o povo.
 
Foi aí que um país quebrou.
 
Quebrar um país não é tarefa fácil. Precisa, realmente, de muita competência.
 
O povo, dessa vez menos de 50%, continuava cego. Uma "cegueira de livro", como dizem os médicos para casos realmente impressionantes, que são dignos de publicações em livros de medicina.
 
O tempo foi passando e, como não podia deixar de ser, começaram as batalhas entre os "cegos de livro", os cegos curáveis, os de baixa visão e os não cargos.
 
Batalhas intermináveis que deixaram amigo contra amigo, irmão contra irmão, negros contra brancos, e vice versa, e toda sorte de desavenças.
 
Muito sangue foi derramado, porque sem condições de governar, a sucessora descuidou da saúde, da segurança, da educação.
 
As pessoas começaram a entrar na faculdade sem saber ler, escrever e fazer as 4 operações matemáticas. Os cegos e os cegos de livro, enalteciam a sucessora por ter aumentado tanto o número de universitários.
 
A violência chegou num grau mais do que assustador. O medo e a insegurança tomaram conta de algumas regiões do país.
 
A saúde, de tão negligenciada, fez muitas mortes e mais dor. Centenas de leitos foram fechados em hospitais, país agora. Hospitais inteiros sem condições de atendimento. Doentes morrendo nos corredores, por falta de leitos e UTI. Alguns em macas, outros no chão, pois, além de falta de leitos, havia falta de macas...
 
Nesse meio tempo, aumentava o número de pessoas que se curavam da cegueira. Esse número ficou tão grande, que o povo de um país inteiro e imenso resolveu se unir. Foi até lindo de ver. Finalmente, a dor uniu, invés de desunir. Quando um cego vê a luz, nasce uma força inenarrável. Foi aí que esse povo conseguiu que a sucessora fosse afastada.
 
Mas os problemas não acabaram, e esse povo sabia muito bem o tamanho da luta que viria pela frente ainda. Só quem não lutou não sabia disso.
 
Começou, então, uma nova jornada de batalhas. Uma guerra tem muitas batalhas e só quem não luta não sabe disso.
 
Dentre as diversas batalhas, o povo curado da cegueira e da baixa visão, juntamente com os que nunca foram cegos, tiveram que enfrentar situações nunca antes vistas nesse país e, pasmem, no mundo.
 
A esses, foram se juntando cada vez mais curados da cegueira e a luta continuou.
 
Descobriu-se coisas inimagináveis do Anjo Salvador, de sua Sucessora, de Ministros, Senadores, Vereadores, Juízes, Assessores, Governadores, Presidentes, Empresas Milionárias. Todos de diversos partidos políticos.
 
O caos se instalou nessa nação.
 
Muitos desses foram presos, algo também nunca visto antes nesse país. A medida que "grandes homens" iam para a cadeia, aumentavam as desavenças entre os que ainda permaneciam cegos e os que tinham visão. Uma verdadeira luta sangrenta.
 
Em meio a tudo isso, muitas coisas se esclareciam nas mentes dos que se curavam da cegueira. Isso gerava muita revolta, mas eles, aos poucos, entendiam o motivo pelo qual o Pai permitira tanta dor. Instalava-se, então, um aprendizado que fazia com que essas pessoas subissem mais degraus na sua evolução.
 
Só quem luta pelo que acredita sabe o tamanho da estrada que percorre.
 
Os meses foram passando, anos até, e cada vez mais criminosos de "colarinho branco" iam para a prisão. O povo, perplexo, se animava.
 
Porém, havia um caso muito impressionante. Um dos criminosos, condenados inclusive, não havia meios de ir para atrás das grades. Batalhas e batalhas se sucediam, e nada. Havia, claramente, uma força muito grande por parte do condenado. Ele ia perdendo seguidores a olhos vistos e continuavam fora da cadeia.
 
Por que? Por que o Pai permitia isso? Por que o universo demorava tanto para dar o tão sonhado resultado? Quais eram as forças que atuavam nesse doloroso processo de um poço que parecia não ter fundo?
 
Se a resposta viesse rápida, teria esse povo tempo e sabedoria para desenvolver estratégias de luta de toda a sorte de especialidades? Teria esse povo parado para pensar quais seriam as atitudes individuais que deveriam tomar para que mudanças fossem feitas nesse contexto? Teriam condições de compreender que não há ato isolado e que a toda ação tem uma reação de igual intensidade? Que se não se sorri para o outro e para a vida, não veremos sorrisos de volta? Que o "simples" fato de não seguir as leis de trânsito e de boa conduta para viver em sociedade, são as causas do tipo de respostas que a vida nos dá? Que cada um de nós tem, totalmente, a responsabilidade pelo que fazem os governantes, uma vez que é o nosso voto que os coloca lá e que eles são apenas, e tão somente, o resultado dos nossos valores e atitudes individuais?
 
Deus, o universo, as forças ocultas, ou como cada um queira chamar, pois o Poder é um só com vários nomes, está sendo misericordioso e muito didático nesse nosso aprendizado. Mas, para aproveitarmos o máximo dessas lições, é imperativo que estudemos a fundo cada uma delas. As dores da humanidade sempre existirão para aqueles que continuarem insistindo em não entender a sua parcela de responsabilidade. Quanto mais tempo sem compreender isso, tanto mais dor.
 
A única coisa que nos difere dos animais é a inteligência, a capacidade de pensar.
 
Certamente, temos algo a fazer com isso. Certamente, não nascemos com um cérebro pensante só para dar trabalho aos neurocientistas.
 
Para quem não veio ao mundo a passeio, como se diz aos que tem um propósito para ter vindo e fazem das suas vidas um eterno aprendizado, nada disso é novidade. Aos outros, acreditem na sua força interior. Acreditem que têm capacidade para mudar o que não os agrada. Busquem, perguntem, percorram o caminho com esperança de que toda a capacidade lhes foi dada por uma Grande Força que nos governa.
 
O aprendizado nunca acaba. Para cada desejo realizado, houve uma estrada percorrida.
 
Escolhamos aprender a percorrer essas estradas, pois o caminho é muito longo e só chegará ao destino quem usar o poder do raciocínio, da inteligência, da vontade de chegar. Essa última, ainda mais importante do que as duas primeiras.
 
Nós não vamos vencer, até que aprendamos todas as lições. A escola da vida não tem, em hipótese alguma, a preocupação de que as dificuldades irão nos traumatizar. Tampouco cotas para alguns grupos e, menos ainda, paciência para vitimismos.
 
Escolha transformar-se e terá toda a sorte de ajuda.
 
Hevoise Fátima Papini
www.hevoise.com.br
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